quinta-feira, 23 de maio de 2013


Acusado revela mais três homicídios

Em depoimento ao titular da Delegacia Especializada de Capturas (Decap), Ben-Hur Cirino de Medeiros, um dos acusados de participar de ritual de magia negra que culminou com a morte de Edilma Dantas de Souza, 41 anos, João Maria Guedes da Silva apontou os outros dois suspeitos como responsáveis por cometer, anteriormente, pelo menos outros três crimes semelhantes.
Adriano AbreuAcredito que essas novas acusações sejam verdadeiras - Ben-Hur Cirino, titular da DecapAcredito que essas novas acusações sejam verdadeiras - Ben-Hur Cirino, titular da Decap

Segundo João Maria, Jarbas Gomes de Menezes (também conhecido como “Lilico” ou “Bruxo”) e Gildásio Cardoso Gomes seriam responsáveis pela morte de uma adolescente de 13 anos e outros dois homicídios ocorridos em Macau e São Miguel do Gostoso.

De acordo com o titular da Decap, Ben-Hur Cirino de Medeiros, responsável pelas prisões na segunda-feira passada (20), apesar de acusar Gildásio e Jarbas, João Maria não saberia mais detalhes sobre os crimes porque não teria participado. “João Maria diz que Jarbas teria participação na morte dessa adolescente, também em ritual de magia negra, e ele teria desovado o corpo na Lagoa de Extremoz”, disse.

O delegado acredita que as acusações sejam verdadeiras devido à fidelidade das informações ditas no caso da mulher encontrada nesta semana.  “Ele descreveu o local e como Edilma estaria enterrada do mesmo jeito que encontramos”, disse ele. Ainda no caso da morte de Edilma, Ben-Hur afirma que a mulher de João Maria viu o momento em que o trio teria chegado à casa no Jardim Progresso para enterrar o corpo. A testemunha já foi interrogada.

João Maria será ouvido em novos depoimentos

O titular da Decap disse que o próximo passo nas investigações sobre a morte de Edilma é descobrir como foi a participação de cada um no cenário do crime. “Segundo João Maria, Jarbas teria matado a adolescente, Gildásio teria amarrado a vítima e ele, João Maria, a atraído ao local do crime”, diz Ben-Hur de Medeiros. Ele afirma ainda que João Maria deverá ser ouvido em novos interrogatórios durante esta semana e os outros “apenas quando necessários”.

Sobre o caso da adolescente que teria sido morta por Jarbas, Ben-Hur afirma que a Decap está à procura da família da vítima e que a menina de 13 anos seria sobrinha de uma ex-mulher de Jarbas.

O caso de Edilma

Edilma Dantas de Souza, 41 anos, foi encontrada morta, enterrada no quintal da casa de João Maria Guedes da Silva na noite da última segunda-feira (20). A Polícia Civil chegou ao corpo após o dono da casa assumir participação no crime que teria ocorrido no início de abril.

De acordo com o titular da  Delegacia Especializada de Capturas (Decap), Ben-Hur Cirino de Medeiros, Edilma saiu da casa de sua mãe no bairro Nordeste, no dia 1º de abril, afirmando que iria à casa de João Maria no bairro Jardim Progresso. No dia 3 de abril o irmão dela foi à delegacia e registrou como desaparecida.

Conhecido da família e da vítima, João Maria teria negado participação no desaparecimento, mas, segundo Ben-Hur, apresentando versões duvidosas até a confissão. O acusado relata a morte de Edilma como parte de ritual de magia negra envolvendo animais e liderado por Jarbas.
Mãe de santo é condenada por cobrar R$115 mil para evitar fim de romance A Justiça de Presidente Prudente (SP) condenou a mãe de santo Maria de Lourdes Higashino, 76 anos, a 14 meses de prisão por estelionato. A religiosa teria cobrado R$115 mil para realizar trabalhos espirituais para impedir que o romance entre uma pecuarista e um rapaz, 25 anos mais novo, chegasse ao fim. O juiz Fabio Mendes Ferreira lavrou a sentença e converteu a pena em “prestação de serviço à comunidade e limitação do fim de semana, pelo prazo da pena imposta”. Mas a defesa nega que houve crime de estelionato, já que Maria de Lourdes foi procurada pela vítima e não o contrário. Pelo que foi noticiado no UOL, a mãe de santo ofereceu seus serviços para evitar o rompimento do relacionamento de Gidelma Aprigio, 47 anos, que aceitou fazer o pagamento do trabalho espiritual com dez folhas de cheques pré-datados. Nove deles foram assinados com o valor de R$5 mil cada um. Outro tinha o valor de R$70 mil. Gidelma se arrependeu e passou a ser pressionada pela mãe de santo que ameaçava tomar “outras providências” caso não recebesse o dinheiro. Com medo, a fazendeira procurou a polícia. O juiz entendeu que Maria de Lourdes usou de má fé para tirar dinheiro da vítima. A ré, “que se mostrava pessoa superior à vítima, recebeu dinheiro dela, mantendo-a em erro e abusando de sua boa fé”, disse o juiz. O advogado da mãe de santo irá recorrer da decisão. fotos maceio

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